segunda-feira, 24 de março de 2014

Qual será o futuro do nosso país?


Rev. Evaldo Beranger | Pastor da Igreja

Em uma de suas mais conhecidas músicas, o poeta e compositor João Alexandre faz esta pergunta: “Como será o futuro de nosso país?”. Tomo como ponto de partida deste artigo o episódio terrível do 11/9, quando houve ataque às torres gêmeas do World Trade Center, em Nova Iorque.

Quando penso neste ato terrorista, feito em nome da fé e que mudou a história do mundo, eu me pergunto provocativamente: Se depender de mim, qual será o futuro do meu país, do mundo onde Deus me colocou como sal da terra e luz do mundo? Será que como cristão faço sou capaz de fazer, em nome da minha fé, algo que mude o mundo para melhor? Ou será que só fanáticos terroristas são capazes de mudar o mundo para pior? Criatividade daqueles que amam a Deus e se  consideram cidadãos dos céus? Onde mora a capacidade de mobilização de exércitos do bem, para alimentar, ensinar, salvar, formar cidadãos capazes de fazer diferença no mundo? Cadê o poder de Deus que parece estar aprisionado dentro de templos cheios de cristãos acuados e medrosos?

Naquele fatídico 11 de setembro, homens armados(?) com cortadores de unha e pequenos objetos cortantes – até então desprezados na inspeção dos aeroportos - provaram que até a segurança mais sofisticada mundo pode falhar. Demonstraram que aviões comerciais podem se transformar em bombas mais eficazes que os mísseis construídos pela indústria bélica. Deixaram claro que a fé, quando desvirtuada, pode ser extremamente destruidora e assassina.

O mundo mudou desde o 11 de setembro de 2001. Com criatividade leviana, paciência e fé totalmente desviada, os terroristas conseguiram deixar o mundo mais neurótico, mais assustado e muito mais preconceituoso e irracional.

Olhando para o nosso país, percebemos a destreza com que se rouba nas mais diversas esferas públicas ou privadas. A capacidade de mobilização de exércitos do tráfico, de quadrilhas especializadas em arrombamento, sequestros, destruição. Me pergunto se não temos corruptos fundamentalistas. Diante de tudo isto eu questiono: onde está a E se tivéssemos que enfrentar os leões que nossos antepassados enfrentaram? Será que, em duzentos anos, seríamos capazes de transformar o Império Romano como os cristãos primitivos fizeram nos primeiros séculos? Sei que são perguntas perturbadoras, mas elas precisam ser respondidas se quisermos fazer diferença em nossa geração e deixar alguma boa herança para nossos filhos e netos.

Creio que toda transformação é conduzida por Deus e Ele não deixa nada incompleto. Creio que o Senhor faz coisas que muitos não percebem, mas que irão desencadear transformações maiores do que podemos imaginar. É assim individualmente, e pode ser assim também em escalas mais amplas, em círculos cada vez mais abrangentes, como nossa família, nosso prédio, nossa escola, nosso bairro, nossa cidade, nosso país e até aos confins da terra. E, claro, em nossa igreja.

A diferença que posso fazer é viver a vida com Deus em santidade, seriedade e compromisso. Deixar-nos encher pelo Espírito Santo falando entre nós com salmos, cantando e louvando ao Senhor hinos e cânticos espirituais e não deixando de congregarmos como é costume de alguns (Efésios 5:20 e Hebreus 10:25).

Quero consagrar-me ao Senhor de todo coração porque quero fazer parte da grande transformação que ele está realizando no mundo. O primeiro passo seria cantar um antigo cântico que diz: a começar em mim…

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