sábado, 11 de outubro de 2014

Malala - Nobel da Paz

Em outubro de 2012, no vale de Swat, no Paquistão, uma menina de 15 anos saiu da escola para pegar o ônibus que a levaria pra casa com mais 20 alunos e professores da Escola. No meio do caminho dois homens da milícia Talibã que ainda atuava naquela região parou o ônibus e perguntou qual das crianças era Malala Yousafzai. Diante do silêncio, apontou o fuzil para as crianças e disse que mataria a todas elas, se não dissessem quem era Malala. A menina se levantou e se revelou. Imediatamente levou um tiro na testa.
O pai dela havia desafiado os talibãs e a Sharia, lei radical islâmica que proíbe meninas de receberem a mesma educação que os meninos e Malala provocara a ira dos Jihadistas com sua determinação em lutar para que ela e suas amigas continuassem estudando. Aos 11 anos, ela foi entrevistada pela BBC de Londres, como uma menina determinada a desafiar a intransigência dos radicais islâmicos e foi convidada a escrever um blog veiculado pela BBC contando suas lutas, esperanças e sonhos. Aos 13 anos ganhou o Prêmio Internacional da Paz da Infância. Tanta publicidade atraiu o ódio dos radicais que resolveram calá-la de uma vez por todas.
Foi levada para um hospital onde médicos ingleses recomendaram levá-la para a Inglaterra para que pudesse ser salva daquela bala alojada em seu cérebro. Após ficar em coma, recuperou-se extraordinariamente e passou a viver com a família em Londres, continuando sua luta pelo direito à educação pelas meninas de sua região. Em seu discurso na ONU em agosto de 2013 e disse:
“Uma criança, um professor, uma caneta e um livro podem mudar o mundo.”
Nesta sexta-feira, dia 10, após ser indicado ao Prémio Nobel da Paz foi escolhida e dividiu o prêmio com um Indiano que há trinta anos luta contra o trabalho infantil.
Ao anunciar os ganhadores, o presidente do Comitê do Prêmio Nobel disse que o prêmio significava que as crianças do mundo têm direito à educação e não podem ser oprimidas, nem exploradas.
O site G1 estampa:
À época de sua nomeação ao Nobel no ano passado, sites de mídias sociais foram tomados com mensagens de insultos. “Odiamos Malala Yousafzai, uma agenda da CIA”, dizia uma página no Facebook.
“Diz o sábio que ‘a caneta é mais poderosa do que a espada’, e é verdade. Os extremistas têm medo dos livros e das canetas”, disse ela nas Nações Unidas. “O poder da educação os assusta. Eles têm medo das mulheres. O poder da voz das mulheres os assusta."
A história de Malala nos mostra aquilo que a palavra de Deus nos ensina e que deve ser lembrado neste dia em que comemoramos o dia das crianças e na semana que comemora o dia do professor.
Deus fala e age poderosamente através da boca dos pequeninos!
Da boca de pequeninos e crianças de peito suscitaste força, por causa dos teus adversários, para fazeres emudecer o inimigo e o vingador.” (Salmo 8.2).